Havia uma certa varanda, onde três deles estavam sentados. O primeiro virou para o senhor e começou a proferir aquelas palavras vazias, cheias de saliva e sem prudência alguma. A petulância foi tamanha que aquele sentado à sua frente se levantou, e não hesitou, o deu dois sucessivos tabefes em sua face. Quieto e recaído, ele ainda tinha muito o que dizer, capaz ele era, porém em seu acento ele permaneceu, pensou não ter opção, e assistiu o segundo fracassar assim como ele havia feito. O último cavalheiro se levantou, foi então que o primeiro de todos aqueles fracassos se tornaram claros aos olhos e ouvidos daqueles ali presentes. A mão que os agredia era a mesma que os fazia estar ali, os olhos que os viam eram os mesmos que nada enxergavam, já os ouvidos que os ouviam tudo captavam, todavia, a massa cinzenta era cinzenta como eles já esperavam. -R.C.